sábado, 17 de julho de 2010

Jogador Legendário Esquecido: Michel Preud'homme

 Preud'homme pela à Bélgica
Preud'homme chegou ao Standard de Liège com apenas 10 anos e lá fez toda a sua formação de jogador, chegando a equipe profissional na época de 1977-1978, ao serviço do Standard. Ele foi bicampeão belga (1981/1982 e 1982/1983). No ano de 1986, o goleiro transferiu-se para o KV Mechelen, clube onde viria a conquistar o seu grande título europeu: a Taça dos Clubes Vencedores de Taças naépoca de 1987/88 com a vitória por 1-0 contra o Ajax. Após a Copa de 1994, onde se destacou fazendo defesas importantes, e chegando a tentar marcar um gol para salvar o seu time da elimanação contra a Alemanha, Michel transferiu-se para Portugal, mais precisamente para o Benfica pela mão do presidente Manuel Damásio, foi o primeiro guarda-redes estrangeiro a defender as redes dos Encarnados. O certo é que Preud'homme não foi campeão pelo Benfica. O goleiro foi um jogador que marcou a história do clube sendo mesmo acarinhado pelos adeptos como Saint Michel pelas defesas impossíveis e pelas vitórias que segurou nas mãos, venceu a Taça de Portugal na época de 1995/1996.

Preud'homme retirou-se do futebol em 1999, com 40 anos de idade, numa partida amigável contra o Bayern de Munique onde foi substituído por Carlos Bossio. Os 80.000 torcedores que enchiam o Estádio da Luz alhearam-se do jogo que prosseguia para aplaudir de pé e aclamar Preud'homme, enquanto ele deu uma volta gloriosa ao estádio com a sua mulher e filhos. Era o fim de sua vitoriosa carreira.

 O que ele fez pela sua seleção?

Pela Seleção da Bélgica, Preud'homme contabilizou 58 partidas, entre 1979 e 1995, estreando num empate contra a República Democrática Alemã em Abril de 1978, mas não esteve presente no Campeonato Europeu de Futebol de 1984 e na Copa do Mundo FIFA de 1986 devido a problemas que o deixaram fora das convocações. O ponto alto da sua carreira internacional pela seleção foi a Copa de 1994 onde após fazer uma boa fase de grupos, Preud'homme (que chegou a deixar sua grande área para tentar marcar um gol) e seus companheiros de time foram eliminados nos 1/8 de final pela poderosa Alemanha. Apesar disso, ele conquistou o Troféu Lev Yashin de melhor guarda-redes.

Prêmios e Títulos

* Campeonato Belga de Futebol - 1981/82 e 1982/83 (Standard Liège) e 1988/89 (YRKV Mechelen)
* Taça da Bélgica - 1981 (Standard Liège)
* Supertaças da Bélgica - 1981 e 1983 (Standard Liège)
* Vice-Campeão Taça dos Clubes Vencedores de Taças - 1981/82 (Standard Liège)
* Taça dos Clubes Vencedores de Taças - 1987/88 (YRKV Mechelen)
* Supertaça Europeia - 1987/88 (YRKV Mechelen)
* Taça de Portugal - 1995/96 (S.L.Benfica)
* Guarda redes belga do ano, 1988, 1989, 1990, 1991 e 1994 (YRKV Mechelen)
* Bota de Ouro da Bélgica, em 1987 e 1989
* Troféu Lev Yashin, enquanto melhor guarda redes do Campeonato Mundial de Futebol em 1994

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Time Legendário: Barcelona 1988 a 1996 (O Dream Team de Cruijff)

Após a final da Copa do Mundo de 2010 que acabara com vitória espanhola venho postar aqui um time realmente legendário, o Barça de Cruijff. ATENÇÃO por ventura da final não tivemos este fim de semana o quadro COMPARAÇÃO.

Cruijff fora técnico ao Barcelona em 1988, após conquistar a Recopa Europeia treinando o Ajax. Outros bascos chegaram sob seu comando: Txiki Begiristain, Ion Andoni Goikoetxea, José Mari Bakero, Julio Salinas e Julen Lopetegi. Cruijff também contrataria Michael Laudrup, Ronald Koeman e Hristo Stoichkov. Quem saiu foi Lineker, em 1989, aborrecido pela sua não-titularidade em função da insistência de Cruijff em utilizá-lo na meia-esquerda, posicionamento em que ele não rendia tão bem. O primeiro troféu do novo treinador veio já em sua primeira temporada, faturando individualmente sua segunda Recopa seguida naquele 1989. Em 1990, seria a vez da Copa do Rei.

A Liga Espanhola finalmente voltou para o Camp Nou em 1991 e três seriam vencidas em sequência. Em 1992, o clube finalmente conseguira o título tão desejado da Copa dos Campeões, batendo a Sampdoria na final. Contra a equipe italiana, que também usa azul, o Barça jogou todo de laranja. Mas, na hora de erguer o troféu, o elenco usou por cima o tradicional manto blaugrana. A partir do ano seguinte, o clube passou a contar também com Romário, que Cruijff vira em seu país natal atuando pelo PSV Eindhoven. O Baixinho viveu seu auge no Barça, sendo eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA quando esteve no clube, inclusive ofuscando seus companheiros. Além disso, foi também o primeiro brasileiro a fazer sucesso por lá desde Evaristo: no período, o time contratara seis jogadores do país, entre eles Marinho Peres e Roberto Dinamite, todos sem êxito.

Ronald Koeman, um dos heróis de 92
Cruijff seguiu no Barcelona até 1996, ficando oito anos no cargo, sendo quem por mais tempo treinou o clube, somando onze troféus. Os campeonatos espanhóis conquistados sob seu comando (quatro) foram o dobro dos vencidos pela equipe entre 1960 e 1988, quando ele chegou. Sua equipe-base, particularmente a tetracampeã espanhola em 1994 - Andoni Zubizarreta, Albert Ferrer, Ronald Koeman, Miguel Ángel Nadal, Sergi Barjuan, Josep Guardiola, Guillermo Amor (atleta que mais conquistou títulos pelo clube), José Mari Bakero, Michael Laudrup, Hristo Stoichkov e Romário - foi bastante acompanhada por espectadores do mundo inteiro. Muitos deles começariam a torcer pelo Barcelona ali.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Jogador Legendário Esquecido: Gheorghe Hagi

Hagi atuando pela Romênia
Hagi desde cedo demonstrava talento com a bola, sendo levado com quinze anos ao Luceafărul Bucureşti, escola para pessoas de talento excepcional. Entretanto, as precárias condições do lugar fizeram com que ele voltasse às divisões de base do Farul Constanţa, onde começara. Um ano depois, já estava em um clube da capital, o Sportul Studenţesc.

No Sportul, sua liderança e a facilidade em chutar com força ou precisão logo lhe levou à Seleção Romena. Com isso, passou a ser assediado pelos dois principais clubes da capital e do país, o Steaua Bucareste e o Dínamo Bucareste, principalmente após levar o Sportul a um vice-campeonato romeno na temporada 1985/86, em que foi artilheiro - já havia sido também na anterior. Hagi optou pelo Steaua, que havia acabado de levar a Copa dos Campeões da UEFA pela primeira vez à Romênia e ao Leste Europeu.

Hagi chegou ao clube do exército no início de 1987, a tempo de disputar em fevereiro Supercopa Europeia válida do ano anterior. Na ocasião, a Supercopa foi decidida contra o Dínamo Kiev, base do bom elenco da Seleção Soviética na época. Hagi logo mostrou ao que veio, marcando o único gol da partida. Em seu primeiro ano no time do exército, foi campeão romeno invicto, o que se repetiu nas duas temporadas seguintes. Poderia ter saído após a segunda, em 1988, quando recebeu oferta da Juventus, ansiosa por um substituto do recé-maposentado ídolo Michel Platini. A equipe italiana, em troca, financiaria a construção de um hospital. O negócio foi considerado "muito capitalista" e acabou negado.

Em 1990 atraiu olhares do Real Madrid.

Ficaria dois anos no Real, sem conseguir uma boa sequência de jogos. O clube merengue havia conquistado cinco títulos seguidos em La Liga e, com ele, acabou perdendo na última rodada, de forma frustrante: em uma boa partida, Hagi fez um gol e deu passe para outro em vitória parcial por 2 x 0 contra o Tenerife, mas a equipe das Canárias conseguiu virar a partida e o título acabou com o arquirrival Barcelona. Nos blancos, seu único título foi uma Supercopa da Espanha, ainda em 1990.

Em 1992, saiu pelas portas do fundo para a modesta equipe do Brescia, então na Serie B italiana, onde estavam seus compatriotas Florin Răducioiu e Mircea Lucescu (técnico). Com eles, o clube conseguiu o acesso à Serie A, mas acabou rebaixado logo na seguinte, a de 1993/94.

Após uma estupenda Copa do Mundo de 1994, retornou à Espanha, justamente no arquirrival de seu ex-clube. Entretano, também não conseguiu sucesso e títulos no Barcelona, não se encaixando no que o técnico Johan Cruijff queria dele: maior marcação defensiva. Assim como quando chegara ao Real, Hagi veio ao Barça com o time tendo emendado seguidas conquistas na Liga Espanhola, mas com os dois anos em que ele passou no time, ganhou apenas a Supercopa da Espanha no ano em que chegou.

Deixou o Barcelona em 1996 para jogar no então obscuro futebol turco, contratado pelo Galatasaray. Ali, voltou a saborear as conquistas em série que tivera no Steua e que lhe faltaram na Espanha: foram quatro campeonatos turcos seguidos entre 1997 e 2000, além do título mais importante de um clube do país: a Copa da UEFA em 2000, vencida nos pênaltis sobre o favorito Arsenal. Meses depois conquistou seu último troféu como jogador, a Supercopa Europeia. Novamente contra um favorito, nada menos que o Real Madrid.

O que fez pela sua seleção?

Hagi teria atuações redentoras na Copa do Mundo de 1994. Contra a favorita Colômbia, marcou um gol desferindo o chute a cinquenta metros de distância das metas de Óscar Córdoba. Nos EUA, demonstrou toda a sua liderança no elenco: cobrava as faltas, os escanteios e os pênaltis, sempre obedecido pelos colegas.

Também na primeira fase, marcou também na inesperada derrota de 1 x 4 para a Suíça, o único resultado vergonhoso; e nas oitavas-de-final, executou a Argentina, anotando o terceiro gol romeno na vitória por 3 x 2. Em um duelo equilibrado contra a Suécia, nas quartas, em um jogo cheio de alternâncias, esteve perto de saborear a vaga nas semifinais: os nórdicos fizeram 1 x 0 e os romenos empataram a dois minutos do final, virando a partida no primeiro tempo da prorrogação.

A cinco minutos do fim do tempo extra, os suecos empataram e a partida encaminhou-se para os pênaltis, onde eles foram os primeiros a perder uma cobrança. Hagi marcou na sua vez, mas o goleiro adversário Thomas Ravelli posteriormente defenderia as cobranças de Dan Petrescu e Miodrag Belodedici. Novamente, Hagi via sua Romênia cair nos pênaltis. Ainda assim, foi uma das revelações do mundial, sendo incluído na hipotética equipe que reuniu os melhores do torneio. Aos 35 anos, embalado com o título na Copa da UEFA com a zebra Galatasaray, despediu-se da Seleção após a Eurocopa 2000, onde novamente inspirou vitória sobre os ingleses. Nas quartas, a Romênia caiu ante a Itália.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Copa América de 2004: Brasil x Argentina

Mais um título
Como já era esperada, a partida final começou nervosa, disputada e equilibrada, com chances de gols para ambos os lados. Nos primeiros cinco minutos, os dois times reclamaram por pênaltis. O Brasil pediu uma falta sobre o atacante Adriano dentro da área, enquanto a Argentina chiou por um toque na mão de Gustavo Nery e uma falta sobre Kily González. O juiz paraguaio, Carlos Amarilla, apenas mandou o jogo seguir em ambas as jogadas. Aos 20 minutos, no entanto, o zagueiro Luisão derrubou Luis González na área e Amarilla marcou o pênalti. Na cobrança, Cristian González bateu com força, no canto direito de Júlio César, abrindo o placar na final. Depois do gol, o time argentino foi ao ataque e quase fez o segundo, quando Luis Gonzalez fez boa jogada pelo meio e chutou forte, obrigando Júlio César a fazer uma grande defesa. Após essa jogada, no entanto, a Argentina recuou e passou a esperar o Brasil em seu campo de defesa. O atacante Carlos Tevez, pela esquerda, era o único jogador argentino que chegava bem ao ataque. O Brasil, por sua vez, tentava jogadas pelo meio, com Adriano e Luis Fabiano, mas sem muita produtividade. Nos minutos finais, porém, a Seleção Brasileira chegou com perigo, sempre em cobranças de falta de Alex. Aos 45 minutos, o meia cruzou da esquerda e o zagueiro Luisão, que fez o pênalti, empatou a partida de cabeça. O placar de 1 x 1 acabou premiando o time brasileiro, que fez um primeiro tempo parelho com a Argentina.

Na segunda etapa, logo aos 4 minutos, a Argentina perdeu um gol incrível, com Carlos Tevez. Após o cruzamento de Mauro Rosales, o atacante argentino pegou mal na bola, na pequena área, de frente para o gol, e a bola acabou batendo na trave. Pouco depois, aos 10 minutos, o Brasil perdeu o volante Kléberson, machucado. Em seu lugar, Parreira colocou o meia Diego, deixando o time brasileiro mais ofensivo. Na Argentina, Bielsa trocou Mauro Rosales pelo ex-titular César Delgado, procurando dar mais movimentação pelo setor direito do ataque. As mudanças, no entanto, não alteraram o panorama da partida. A Argentina, um pouco melhor em campo, buscava mais o ataque, porém não conseguia finalizar com perigo. Já o Brasil tentou explorar apenas os contra-ataques. Aos 26 minutos, Tevez arriscou um chute de fora da área, mas Júlio César fez uma defesa segura no meio do gol. Melhor em campo, a Argentina continuou pressionando, enquanto o Brasil se manteve fechado na defesa. Depois de tanto insistir, os argentinos chegaram ao gol, aos 42 minutos. Após o cruzamento pela esquerda, Renato falhou e César Delgado chutou forte, marcando o segundo gol. Quando tudo parecia decidido, o artilheiro da Copa América, Adriano, aproveitou uma sobra na grande área e empatou a partida, aos 48 minutos do segundo tempo, levando a decisão para a disputa por pênaltis.

Na decisão das penalidades, Júlio César pegou o primeiro pênalti de Andrés D´Alessandro, enquanto Adriano colocou o Brasil em vantagem. Na segunda cobrança, o zagueiro Gabriel Heinze chutou por cima, praticamante decidindo o título. Na sequencia, Edu e Diego marcaram para o Brasil e Cristian Gonzalez e Sorin para a Argentina. Na última cobrança, o zagueiro Juan cobrou com perfeição, dando o título da Copa América de 2004 para o Brasil, o sétimo em sua história.

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