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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Copa Mercosul de 2000: Palmeiras vs. Vasco da Gama

Em dia de Vasco vs. Palmeiras pela Sul-Americana o JL traz o maior jogo entre essas duas entidades. No dia 20 de Abril de 2000 o Palmeiras recebia o Vasco no Parque Antarctica para o segundo jogo da final da Copa Mercosul. Os donos da casa iam assim para campo: Sérgio, Arce, Galeano, Gilmar e Tiago Silva; Fernando, Magrão, Flávio e Taddei; Juninho e Tuta. Técnico: Marco Aurélio. Já o time carioca vinha com: Hélton, Clébson, Odvan, Júnior Baiano e Jorginho Paulista; Nasa, Jorginho, Juninho e Juninho Paulista; Euller e Romário. Técnico: Joel Santana.


Pose para foto do time campeão do Vasco na final de 2000

O Palmeiras começou a partida em um ritmo alucinante. Sem deixar o Vasco passar do meio de campo, o Verdão partiu para o ataque e logo aos dois minutos assustou  Helton: Taddei tabelou com Tuta, recebeu na frente e arriscou de fora da área. A bola levou perigo e saiu à direita do gol vascaíno. Mais três minutos e nova bola perigosa do Palmeiras. Arce cobrou falta na entrada da área e tentou o canto direito do goleiro adversário, mas a bola foi para fora.

A primeira conclusão do Vasco foi de Romário, aos 27 minutos. Até este momento, o Palmeiras já tinha concluído nove vezes e tina conseguido três escanteios. No lance, o Baixinho arriscou de fora da área e Sérgio espalmou para escanteio. O lance deu um ânimo ao Vasco, que acordou no jogo. Aos 32, a melhor chance do time carioca. Juninho tentou o toque para a área, Tiago Silva cortou errado e a bola sobrou para Juninho Paulista, livre, dentro da área. O meia chutou fraco e Sérgio evitou o gol vascaíno.

Dois minutos mais tarde, porém, em um lance infantil de Júnior Baiano, o Palmeiras abriu o placar. Arce cobrou escanteio pela direita e o zagueiro colocou a mão na bola. Pênalti. Depois de muita confusão, Arce cobrou forte, no meio do gol, e abriu o placar da decisão, aos 36 minutos.
O Vasco mal deu a saída de bola, a torcida palmeirense mal começava a comemorar e o Verdão chegou ao seu segundo gol. Após o recomeço do jogo, Magrão roubou a bola de Juninho, partiu para o ataque e tocou para Tuta. O atacante chutou, Helton espalmou e Magrão, aniversariante do dia, aproveitou o rebote e cabeceou para as redes. Palmeiras 2 a 0, dois gols em um minuto.

O segundo gol desestruturou o time do Vasco, que se perdeu em campo. E o Palmeiras aproveitou para marcar o terceiro no fim do primeiro tempo. Juninho arranca pela esquerda e toca para Tuta, na entrada da área. O atacante dominou e chutou rasteiro, colocado, no canto direito de Helton, que não se mexeu. Nem o palmeirense mais otimista esperava que seu time terminasse o primeiro tempo com uma vantagem de três gols.

No intervalo, o estreante técnico do Vasco, Joel Santana, tirou Nasa para colocar Viola. E a equipe carioca partiu para cima do Palmeiras. Mas deixava espaços para o time paulista contra-atacar.

A pressão vascaína, que não aconteceu no primeiro tempo, deu resultado aos 14 minutos do segundo tempo. Juninho Paulista faz boa jogada, entra na área e cai. Márcio Rezende de Freitas marca pênalti de Fernando no meia do Vasco. Romário cobrou forte no canto direito e marcou seu décimo gol na Copa Mercosul.

Aos 22 minutos, Juninho Paulista faz boa jogada, entra na área e é derrubado por Gilmar. Novo pênalti, nova cobrança de Romário. O Baixinho bate forte, no mesmo canto da primeira cobrança, e Sérgio cai para esquerda. Segundo gol do Vasco, segundo de Romário na partida.

Após o segundo gol do Vasco, o jogo ficou eletrizante. A torcida do Palmeiras, colorindo as arquibancadas do Parque Antarctica com faixas verdes, brancas e vermelhas e cantando, empurrava o time. O Vasco, embalado pelo gol, partia para cima. Mas, aos 34, outro lance infantil de Júnior Baiano. Contra-ataque do Palmeiras, Flávio chega primeiro na bola e o zagueiro, atrasado, derruba o meia palmeirense. Mário Rezende de Freitas não teve dúvida: cartão vermelho para Júnior Baiano.

Mas se o Palmeiras pensava que fosse ter moleza em campo com um jogador a mais, se enganou. Aos 40 minutos, Romário toca para a área, Viola não aproveita e Juninho Paulista toca para o gol. A bola passa por baixo de Sérgio e entra. O empate vascaíno calou o Parque Antarctica.

Imediatamente após o gol, Joel Santana tirou Euller e colocou Mauro Galvão. Com um jogador a menos, a idéia era se fechar na defesa. Defesa? No último minuto, o último ataque do Vasco. Viola desceu pela esquerda, driblou dois adversários e tocou para Juninho Paulista. O meia chutou, a bola desviou na zaga e sobrou para Romário. Com o gol vazio, o artilheiro da Mercosul só teve o trabalho de tocar para as redes e comemorar o título. O Palmeiras ainda tentou em uma cabeçada de Basílio, mas não tinha jeito. A sina de vice-campeão acabou. O Vasco é campeão da Copa Mercosul.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Campeonato Brasileiro Série B 2005: Naútico vs. Grêmio

Jogadores reclamando da marcação do pênalti com o juiz
No dia 26 de Novembro de 2005, Grêmio enfrentaria o Naútico pelo acesso para a Primeira Divisão. Um jogo memorável. Algo nunca visto até hoje. Uma partida que tinha tudo para ser mais uma decisão comum se transformou em um dos maiores trunfos de uma equipe de futebol dentro de campo.

60 minutos do segundo tempo. Após 25 minutos de confusão, onde jogadores do Grêmio indignados com a arbitragem foram agredidos pela Polícia Militar, uma equipe que não podia perder tem 4 atletas expulsos e um pênalti marcado contra si.

O que parecia impossível acontece. Galatto defende o pênalti, e na sequência, mesmo com 7 jogadores em campo, Anderson marca um gol para o Grêmio e dá o título para o tricolor de Porto Alegre.

A multidão gremista apaixonada, com os olhos cheios de lágrimas, nunca irá esquecer este dia. O dia que o Brasil viu do que o Grêmio é capaz. Pouca vezes um jogo foi tão emocionante e contagiante quanto este.

Segue um player da narração do jogo por uma rádio gaúcha:


Aqui segue um vídeo do confronto:

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Campeonato Espanhol 05/06: Real Madrid vs Barcelona

O dia 19/11/05 poderia ser mais um dia qualquer, mais um sábado qualquer, caso não houvesse um Real Madrid vs Barcelona, naquela noite Madrid aplaudiu de pé a atuação do melhor jogador do mundo na época, Ronaldinho Gaúcho.

O clima do jogo era meio que festivo para os madrilistas, pois Ronaldo estava voltando a atuar no gramado desde uma contusão no tornozelo que o tinha tirado por mais de um mês dos gramados. O técnico do Real na época, Vanderlei Luxemburgo estava pressionado a vencer, pois havia prometido o título a torcida no início da temporada.
Ronaldinho em atuação naquele jogo legendário

Melhor na partida desde o início o Barça dominava as ações, Ronaldinho estava muito bem na partida, o que ocasionou um belo lançamento não aproveitado por Samuel Eto'o. Entretanto aos 15min de partida o camaronês não disperdiçou a chance logo depois de uma bela jogada do argentino Messi (Na época um mero coadjuvante), ele completou na canto esquerdo de Casillias.

Messi, destaque do time catalão no Espanhol, demonstrou não se importar com a pressão e foi um dos melhores em campo em seu primeiro clássico frente ao Real Madrid, no estádio Santiago Bernabeu. Ao contrário do "hermano", Robinho mais uma vez não foi bem. O ex-santista saiu de campo com um cartão amarelo e poucas chances no ataque.

Após o gol do time visitante, a partida se tornara apática. Com Ronaldo e Robinho longe de suas melhores atuações, nenhum dos dois clubes criou criava chances de gol.

No segundo tempo, o Real Madrid voltou a campo sem nenhuma modificação. O time comandado pelo técnico Vanderlei Luxemburgo se manteve apático e continuou sendo facilmente dominado pela equipe catalã. Aos 11min, Messi recebeu na direita, invadiu a área, mas chutou em cima do goleiro madrileno, em mais uma chance perdida.

O domínio do Barcelona se transformou em gol novamente aos 14min, em jogada de Ronaldinho, que dominou a bola no meio-campo, passou por dois defensores do Real, que havia acabado de perder Raul, contundido, e tocou sem chances para o goleiro madrileno: 2 a 0.

Depois do gol, Luxemburgo tentou dar mais qualidade ofensiva à sua equipe com a entrada do também brasileiro Júlio Baptista. A entrada do jogador da seleção comandada na época por Carlos Alberto Parreira não resolveu os problemas de seu time, que ainda viu Ronaldinho marcar mais um.

Aos 32min, o meia partiu para cima do zagueiro Sergio Ramos e tocou na saída do goleiro Casillas. O gol que decretou a vitória catalã foi o quarto em quatro partidas do ex-gremista contra o rival da capital espanhola.

Veja os gols desse jogo nesse fantástico vídeo:

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Liga dos Campeões 05/06: Villareal vs Arsenal

Na noite do dia 25 de Abril de 2006 no estádio El Madrigal em Villareal na Espanha aconteceu coisas mágicas, pela primeira vez na história o Arsenal avançara até um final de UEFA Champions League, espantando qualquer tipo de zebra em pró do Villareal, mas pra quem acha que foi fácil vamos relembrar.

Henry e Campbell comemorando
classificação
Depois de ter eliminado o Real Madrid e a Juventus, o time de Londres estava muito mais tranquilo em relação ao Villareal, muito até pela vitória simples no primeiro jogo por 1x0. O time espanhol por sua vez eliminara o Rangers e a Internazionale, sendo assim a maior zebra das semi-finais.

Para o jogo no El Madrigal Wenger fez duas alterações, Campbell substituiu Senderos e Reyes após cumprir suspensão colocou Pires no banco.

As equipes foram dessa forma para campo:

Villarreal: Barbosa, Javi Venta, Pena, Quique Alvarez, Arruabarrena (Roger 82), Riquelme, Josico (Jose Mari 63), Senna, Sorin, Forlan, Franco. Subs não usados - Viera, Arzo, Guayre, Hector Font, Rubio.


Arsenal: Lehmann, Eboue, Toure, Campbell, Flamini (Clichy 9), Hleb, Fabregas, Gilberto, Ljungberg, Reyes (Pires 69), Henry. Subs não usados - Almunia, Diaby, Van Persie, Song, Djourou.

Cerca de 20000 pessoas assistiram a um jogo muito tenso, e com um total domínio do Villareal, que criara as melhores oportunidades do jogo, colocando o goleiro Lehmann para trabalhar a todo instante, as investidas de Sorin e Riquelme a todo instante complicava a vida do setor defensivo do Arsenal, onde Toure realizava vários desarmes importantes. Várias cabeçadas de Franco também assustara os visitantes, que suspiravam de alívio a cada estocada dos donos da casa. No segundo tempo a pressão continuara e com a entrada de Jose Mari o Villareal pressionava mais e mais, o gol parecia questão de tempo, mesmo com a entrada de Pires que diminuia um pouco a pressão não neutralizava o impeto do time espanhol. E como recompensa aos 2 minutos do fim do jogo o Villareal teve uma penalidade a seu favor, Clichy (que havia entrado aos 9' do primeiro tempo no lugar de Flamini, por lesão) entrara de forma desproporcional em Jose Mari, ocasionando o penalti. Riquelme foi o encarregado de levar o jogo para a prorrogação e talvez os penaltis, mas Lehmann defendia esta que seria a mais importante bola da história do Arsenal, consagrando assim a sua incrível temporada, o Arsenal assim fora para a final em Paris, onde enfrentara o Barcelona.


Penalti de Riquelme sendo defendido por Lehmann



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Copa América de 2004: Brasil x Argentina

Mais um título
Como já era esperada, a partida final começou nervosa, disputada e equilibrada, com chances de gols para ambos os lados. Nos primeiros cinco minutos, os dois times reclamaram por pênaltis. O Brasil pediu uma falta sobre o atacante Adriano dentro da área, enquanto a Argentina chiou por um toque na mão de Gustavo Nery e uma falta sobre Kily González. O juiz paraguaio, Carlos Amarilla, apenas mandou o jogo seguir em ambas as jogadas. Aos 20 minutos, no entanto, o zagueiro Luisão derrubou Luis González na área e Amarilla marcou o pênalti. Na cobrança, Cristian González bateu com força, no canto direito de Júlio César, abrindo o placar na final. Depois do gol, o time argentino foi ao ataque e quase fez o segundo, quando Luis Gonzalez fez boa jogada pelo meio e chutou forte, obrigando Júlio César a fazer uma grande defesa. Após essa jogada, no entanto, a Argentina recuou e passou a esperar o Brasil em seu campo de defesa. O atacante Carlos Tevez, pela esquerda, era o único jogador argentino que chegava bem ao ataque. O Brasil, por sua vez, tentava jogadas pelo meio, com Adriano e Luis Fabiano, mas sem muita produtividade. Nos minutos finais, porém, a Seleção Brasileira chegou com perigo, sempre em cobranças de falta de Alex. Aos 45 minutos, o meia cruzou da esquerda e o zagueiro Luisão, que fez o pênalti, empatou a partida de cabeça. O placar de 1 x 1 acabou premiando o time brasileiro, que fez um primeiro tempo parelho com a Argentina.

Na segunda etapa, logo aos 4 minutos, a Argentina perdeu um gol incrível, com Carlos Tevez. Após o cruzamento de Mauro Rosales, o atacante argentino pegou mal na bola, na pequena área, de frente para o gol, e a bola acabou batendo na trave. Pouco depois, aos 10 minutos, o Brasil perdeu o volante Kléberson, machucado. Em seu lugar, Parreira colocou o meia Diego, deixando o time brasileiro mais ofensivo. Na Argentina, Bielsa trocou Mauro Rosales pelo ex-titular César Delgado, procurando dar mais movimentação pelo setor direito do ataque. As mudanças, no entanto, não alteraram o panorama da partida. A Argentina, um pouco melhor em campo, buscava mais o ataque, porém não conseguia finalizar com perigo. Já o Brasil tentou explorar apenas os contra-ataques. Aos 26 minutos, Tevez arriscou um chute de fora da área, mas Júlio César fez uma defesa segura no meio do gol. Melhor em campo, a Argentina continuou pressionando, enquanto o Brasil se manteve fechado na defesa. Depois de tanto insistir, os argentinos chegaram ao gol, aos 42 minutos. Após o cruzamento pela esquerda, Renato falhou e César Delgado chutou forte, marcando o segundo gol. Quando tudo parecia decidido, o artilheiro da Copa América, Adriano, aproveitou uma sobra na grande área e empatou a partida, aos 48 minutos do segundo tempo, levando a decisão para a disputa por pênaltis.

Na decisão das penalidades, Júlio César pegou o primeiro pênalti de Andrés D´Alessandro, enquanto Adriano colocou o Brasil em vantagem. Na segunda cobrança, o zagueiro Gabriel Heinze chutou por cima, praticamante decidindo o título. Na sequencia, Edu e Diego marcaram para o Brasil e Cristian Gonzalez e Sorin para a Argentina. Na última cobrança, o zagueiro Juan cobrou com perfeição, dando o título da Copa América de 2004 para o Brasil, o sétimo em sua história.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Copa do Mundo de 1998: Brasil x Holanda

Taffarel agarrando o pênalti de Ronald de Boer
Em clima de revanche holandês para cima de um Brasil fortemente armado, principalmente no contra-ataque, falaremos hoje no Jogos Legendários do inesquecível dia 7 de Julho de 1998 no Stade Vélodrome em Marselha, onde o Brasil após um empate de 1x1 com a Holanda venceu por 4-2 nas penalidades.

O jogo ocorreu em um clima de tensão insuportável aqui no Brasil pois o técnico da seleção havia convocado Emersom (Puma) para o lugar de Romário, e muitos alegavam que o Brasil não havia enfrentado um verdadeiro adversário ainda.

O jogo foi um dos melhores das história das Copas, senão o melhor. O clima era tenso no início do jogo, e o Brasil estava desperdiçando muitas chances de gol, com Bebeto, Rivaldo e principalmente Ronaldinho. O primeiro tempo terminou empatado em 0x0.

O segundo tempo começou muito bem para o Brasil, que abriu o placar logo aos 40'' de jogo, com Ronaldinho em um passe incrível de Rivaldo. O Brasil continuava a pressionar e a Holanda chegava uma ou duas vezes no ataque com perigo, Kluivert pedera algumas boas chances de marcar, e Taffarel fazia milagres. Foi quando aos 45' Kluivert marcou em uma cabeça mortífera sobre Taffarel, Junior Baiano não havia subido para tirar a bola da área, foi quando o matador holandês marcou.

A prorrogação fora mais angustiante do que o tempo normal, o Brasil novamente pressionava e perdia novamente chances, com tanto desperdicio o jogo fora para as penalidades.

Nos pênaltis o Brasil fora perfeito, quatro pênaltis corretos em quatro cobrados, já a Holanda perdeu dois. E o Brasil estava pela sexta vez em uma final de Copa do Mundo, agora esperava o resultado do jogo de surpresas; Croácia x França, e posteriormente e infelizmente acabou perdendo o título para os donos da casa, os franceses.

Penalidades
Ronaldo: Convertido
Rivaldo: Convertido
Emerson: Convertido
Dunga: Convertido
4–2 F. de Boer: Convertido
Bergkamp: Convertido
Cocu: Erro (defesa do goleiro)
R. de Boer: Erro (defesa do goleiro)

Veja aqui abaixo o vídeo com os melhores momentos desse incrível jogo, com narração de Galvão Bueno.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Liga dos Campeões 04/05: Milan X Liverpool (O Milagre de Istambul)

Gerrard levantando a Taça da Liga 04/05
Na tarde de 25/05/05 o Liverpool e o Milan protagonizaram um dos mais emocionantes jogos da história. Era a Final da UEFA Champions League 04/05 o Liverpool chegara na Final com uma campanha duvidosa e com uma classificação escandalosa sobre o Chelsea na semi-final. O Milan chegara a Final da mesma forma, senão pior que o Liverpool, nas semi-finais confrontara a surpresa PSV Eindhoven, e após uma vitória de 2x0 na ida, quase é eliminado após um 1x3 na volta, avançando apenas pelos gols fora de casa. O Estádio Olímpico de Atatürk, em Istambul, na Turquia, foi o palco da final da UEFA Champions League de 2004/2005, que se realizou no dia 25 de maio de 2005. O estádio, com capacidade para 80.000 lugares sentados, recebeu pela primeira vez uma final de competição européia.

O jogo em si fora emocionante e memorável, o Rossonero abriu 3x0 no placar no primeiro tempo, com Maldini 1' e Crespo 39'' e 44'', voltando para à segunda etapa praticamente campeão. Os Reds voltaram para o segundo tempo com uma vontade diferenciada, isto foi logo provado aos 9' quando Gerrard diminuiu o placar, dois minutos depois (11') Smicer fez o segundo gol, após a falha do goleiro Milanista, Dida. Aos 14', pênalti para o Liverpool, Xabi Alonso empatou após o rebote do "pênal" . Ao fim do jogo os times foram para um incrível prorrogação, na última Dudek, guarda redes do Liverpool, fez uma incrível defesa após o chute de Shevchenko. O jogo fora para os pênaltis, na disputa de pênaltis onde Dudek com seu estilo próprio, entre danças e malabarismo, fez com que os jogadores do Milan errassem 3 pênaltis, dando assim o título para o Liverpool.

Escalação das equipes na Final
AC Milan Liverpool FC
1 Dida 1 Dudek
2 Cafu 3 Finnan
31 Stam 23 Carragher
13 Nesta 4 Hyypia
3 Maldini 21 Traorè
21 Pirlo 8 Gerrard
8 Gattuso 14 Xabi Alonso
20 Seedorf 10 Luis Garcia
22 Kaká 7 Kewell
7 Shevchenko 5 Baros
11 Crespo 6 Riise
DT Carlo Ancelotti DT Rafael Benitez
Subst.:
Tomasson (Crespo, 23')
Rui Costa (Gattuso, 86')
Serginho (Seedorf, 111')
Subst.:
Smicer (Kewell, 23')
Hamann (Finnan, 46')
Cisse (Baros, 85')

Gols da Final:



Gols da Final no PES04 (Vídeo Game)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Copa do mundo de 1954: Alemanha x Hungria (O Milagre de Berna)

O Wankdorf Stadium em Berna recebeu 60.000 pessoas se espremerem para acompanhar a partida final entre Alemanha Ocidental e Hungria, uma repetição do jogo da primeira fase. Nesta fase, a Hungria venceu os reservas alemães por 8 a 3. O Time Dourado dos húngaros era o favorito, pois vinha de 32 partidas invicto, porém vinha de duas partidas duras. Começou a chover no dia do jogo - na Alemanha isso é chamado de "Fritz-Walter-Wetter" (tempo de Fritz Walter) pois dizia-se o capitão da equipe alemã Fritz Walter jogava seu melhor futebol na chuva. Adi Dassler, proprietário da Adidas e fornecedor de material esportivo para a seleção alemã, forneceu chuteiras com cravos intercambiáveis, que melhor se adaptariam ao campo molhado. Na final se viu Ferenc Puskás atuando mesmo não estando em sua melhor forma. Ainda assim ele colocou seu time à frente do placar em apenas 6 minutos de jogo, e com Zoltán Czibor fazendo outro tento dois minutos depois parecia que os favoritos realmente levariam o título. Porém, com um rápido gol de Max Morlock no décimo minuto, e Helmut Rahn empatando aos 19, a maré começou a virar. No segundo tempo a Hungria desperdiçou diversas chances. Mas, nervosos não conseguiram nada. Os alemães praticamente "cozinharam" o jogo a seu favor, e acabariam premiados. A meros seis minutos do final da partida, o popular narrador do rádio alemão Herbert Zimmermann fez sua mais memorável declaração ao dizer: "Rahn deveria chutar do meio da rua" (em alemão: "aus dem Hintergrund müsste Rahn schießen"), e assim foi. O segundo gol de Rahn, que chutou da meia-lua da área, após a zaga húngara afastar mal a bola, deu a liderança da partida aos alemães. Depois, Puskás ainda teve um gol impedido.

Aos alemães foi entregue a Taça Jules Rimet e o título de vencedores da Copa do Mundo com a torcida cantando junto o hino nacional alemão. Na Alemanha, esta partida é conhecida como o Milagre de Berna. Um filme baseado na história foi lançado em 2003. Para os húngaros, a derrota foi um desastre.

Os 11 gols marcados por Kocsis não apenas o garantiram a artilharia desta Copa, mas o tornou o recordista como artilheiro em uma Copa, superando Ademir de Menezes que havia marcado 9 tentos na Copa anterior. A marca de Kocsis viria a ser quebrada na Copa seguinte por Just Fontaine e seus 13 gols.



Fonte: Wikipédia

sábado, 12 de junho de 2010

Introdução: Jogos Legendáros

Na nossa vida, vários momentos ficam marcados e que quando questionados nos lembramos. Com o futebol não é diferente, bons jogos são eternizados na nossa mente. Esta categoria tratará desses jogos que são eternizados em nossa mente, e que é impossivel de não se lembrar.
Jogos como Holanda x Brasil na Copa de 1998, Real Madrid x Bayern Leverkusen na final da Liga dos Campeões de 2002, Santos x Corinthians na final do Brasileirão de 2002, são puros exemplos destes jogos que todas as quartas estarei postando no blog!
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